Projetos
Projetos:
Os quatro
pilares da educação:
A Educação deve organizar-se em
torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda vida, serão de
algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento:
1- Aprender a conhecer
2- Aprender a fazer
3- Aprender a viver juntos
4- Aprender a ser
1- Aprender a
conhecer
Este tipo de
aprendizagem não se prende a uma formação de códigos ou uma sistematização de
disciplinas curriculares, mas sim o próprio conhecimento de si, do meio, do
mundo que o rodeia.
A partir deste
momento as experiências são fundamentais e o conhecimento do todo (cultura
geral) permite compreender melhor o ambiente sobre diversos pontos de vistas.
“Também significa aprender a aprender”, pois possibilita trabalhar em
profundidade conteúdos relacionados a áreas específicas.
2- Aprender a
fazer
Não se pode
mais pensar na educação que esteja estreitamente ligada a formação profissional,
pois não é possível prever a sua evolução, por que não se deve preparar alguém
somente para determinada coisa.
Aprender a
fazer é adquirir não somente uma qualificação profissional, mas competências que
tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe.
3- Aprender a
viver juntos, aprender a viver com os outros
A história
humana nos conta que sempre foi conflituosa, pois existe de forma inerente
processos de auto-destruição e hegemonia de poder, por isso a educação voltada a
viver junto, não pode modificar estas situações conflituosas, para isso a
educação nesse início de milênio deve utilizar duas vias complementares: a
descoberta do outro (próximo) e a participação em projetos comuns como por
exemplo: melhorar as condições individuais, buscar a PAZ, etc.; porque aprender
a viver com os outros é capacitar a compreensão do outro, no respeito pelos
valores do pluralismo.
4- Aprender a ser:
Neste momento de
globalização e de mudanças imensas é importante se dar valor a imaginação e a
criatividade. Este nosso século necessita dessa diversidade de talentos e de
personalidades.
Nenhuma das
potencialidades deve ser negligenciada na educação, porque cada vez se exige
mais a capacidade de autonomia e de julgamento, que do crescimento de
responsabilidade pessoal, a realização do destino coletivo que visa as
transformações individuais para fazer com que o HOMEM aprenda a ser “melhor”.
Princípios
norteadores da ação pedagógico-didática:
A Pré-Escola
vem ampliando gradativamente as suas funções, ultrapassando os limites do
atendimento meramente assistencialista para colocar em prática um trabalho
pedagógico fundamental para o desenvolvimento da criança.
Com essa
perspectiva, a Educação Pré-Escolar redefine seu trabalho propondo uma ação que
forneça os suportes fundamentais para a evolução subseqüente do pré-escolar.
A expansão da
educação infantil no Brasil e no mundo tem ocorrido de forma crescente nas
últimas décadas, acompanhando a intensificação da urbanização, a participação da
mulher no mercado de trabalho e as mudanças na organização e estrutura das
famílias. Por outro lado a sociedade está mais consciente da importância das
experiências na primeira infância, o que motiva demandas por uma educação
institucional para crianças de zero a cinco anos.
Com o
reconhecimento na Constituição Federal de 1998 a educação infantil em Creches e
Pré-escolas passou a ser, ao menos do ponto de vista legal, um dever do Estado e
um direito da criança (Artº 208, inciso IV). O Estatuto da Criança e do
Adolescente, de 1990, destaca também o direito da criança a este atendimento.
Reafirmando
essas mudanças, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº9394,
promulgada em dezembro de 1996, estabelece de forma incisiva o vínculo entre o
atendimento às crianças de zero a seis anos.
A educação
infantil é considerada a primeira etapa da educação básica (título V, capítulo
II, seção II, artigo 29) tendo como finalidade o desenvolvimento integral da
criança até cinco anos de idade, o texto legal marca ainda a complementaridade
entra as instituições de educação infantil e a família.
A educação
pré-escolar deve preocupar-se em propiciar ao aluno vivências desafiadoras,
respeitando seu desenvolvimento.
É essa
perspectiva que se procurou desenvolver uma proposta curricular para a educação
pré-escolar. Dois aspectos serão enfatizados em relação as crianças, o
pressuposto fundamental de que esse período de escolarização deve contribuir
para o desenvolvimento da representação lingüística da simbólica, da compreensão
progressiva das relações lógico-matemáticas e da socialização. Em relação ao
professor, a explicitação teórica e de diretrizes para auxiliá-lo a transformar
sua prática num exercício constante de reflexão, buscando definir as razões e as
conseqüências da sua atuação.
A elaboração
de qualquer proposta curricular deve atender as necessidades educacionais de uma
realidade, podendo ser reformulada e reconstruída sempre que as exigências dessa
realidade indicar a sua inadequação.
A metodologia
da educação pré-escolar não deve adotar os princípios rígidos do ensino
formal/tradicional, mas também não pode sujeitar-se ao simples improviso.A
criança precisa de limites para sentir-se segura e protegida, precisa de espaço
onde se sinta livre para agir, acertando ou errando deve ser o agente de seu
desenvolvimento.
Compreender,
conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é
o desafio da educação infantil e de seus profissionais. Embora os conhecimentos
derivados da psicologia, antropologia, sociologia, medicina, etc., possam ser de
grande valia para desvendar o universo infantil apontando algumas
características comuns de ser das crianças, elas permanecem únicas em suas
individualidades e diferenças.
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