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Projetos
Projeto: Um novo olhar poético...
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Em geral, as crianças se sentem
bastante atraídas pela linguagem, pois já as conhecem por intermédio de músicas
infantis, parlendas e trava-línguas, com ritmo e rimas.
Poesia, então, pode ser muitas
coisas: uma brincadeira, uma música, é arte, é rima, é sedução, é viagem, é
história, é todo o prazer que sentimos nas coisas mínimas e máximas da vida! |
É com a poesia que aprendemos a
olhar e a sentir as coisas, os homens e o mundo em que nós vivemos...
Para que a poesia baile na sala de
aula é preciso:
• abrir espaços para sonhar;
• aumentar a sensibilidade, a intuição e a percepção dos alunos;
• viver o momento presente;
• ousar;
• seduzir;
• ser inteiro e verdadeiro;
• desenvolver na criança o gosto, a habilidade e a ternura que as palavras
expressam.
A poesia não pode ser moralizadora,
nem restritiva ou diretiva, pois assim entendia profundamente a criança.
Tem quem ache que a poesia para
crianças tem que ser pequenina, bobinha, mimosinha, ou, tem que ter temas
patrióticos, decoradíssimos, para ser declamada.
Tem quem defenda que a poesia deva
falar de assuntos piegas: órfãos abandonados, escravos, cartas de prisioneiros
(emoção verdadeira é outra coisa...), deve ter ritmo e cadência.
Poesia deve provocar espanto, não
bocejos ou irritação.
Poesias evocam e provocam
sensações.
Retratam os sonhos, os desejos, as
vontades e fazem com que surja no leitor a visualização de seus próprios anseios
ou idéia de felicidade...
A poesia fala, sobretudo de
emoções, de sentimentos vividos, sentidos, provocados. Fala de amores, de algo
especial e único, de vivências infantis, viagens imaginárias para dentro e para
fora de si próprio: um mundo mágico.
Temos as poesias narrativas:
histórias contadas sob a forma de versos, inteirinhas ritmadas, melodiosas.
A poesia para crianças tem que ser
antes de tudo muito boa, com qualidade, bela, surpreendente, bem escrita,
mexendo com as sensações, ser prazerosa, divertida, inusitada, lúdica.
A poesia, segundo José Paulo Paes
“Não é mais do que uma brincadeira com as palavras. Nessa brincadeira com
palavra pode e deve significar mais de uma coisa ao mesmo tempo. Toda poesia tem
que ter uma surpresa. Se não tiver, não é poesia ,é papo furado”.
Sugestões
- Sidônio Muralha – A TV da
bicharada
- Chico Buarque de Holanda – Os
saltibancos
- Elias José – Um pouco de tudo,
Ed. Paulinas
- Sérgio Caparelli – Boi da cara
preta
- Cecília Meireles – Isto ou aquilo
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- Vinícius de Morais – A arca de
Noé
- Manuel Bandeira – Berimbau e
outros poemas
- Mario Quintana –
- Ricardo Azevedo – A casa do meu
avô
- Roseana Murray – Falando de
pássaros e gatos |
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