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Educação de Jovens e Adultos Alfa-Cine: A utilização de filmes nas salas do E.J.A. |
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Tema: |
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A utilização
de filmes em sala de aula: a escolha do filme, as estratégias e o planejamento
dos conteúdos a serem trabalhados.
"Os filmes atraem pessoas de idades e
condições sociais diferentes e, além disso, ampliam a visão
do mundo e os conhecimentos como um todo"
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Apresentação: |
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Um dos propósitos em um trabalho
dessa natureza é poder oferecer aos jovens e adultos uma educação por meio da
expressão, focada em quatro áreas e conhecimento: Expressão Oral e Escrita,
Tecnologia, Comunicação e Arte. É assustadora a forma como a escola – e por
tabela o professor – tem assistido a esse processo de penetração da cultura
audiovisual sem oferecer modelos alternativos de interpretação e análise
crítica. Para produzir esses modelos é preciso haver a inserção de produtos
audiovisuais na sala de aula, não como ornamento, mas uma inserção que vislumbre
duas dimensões básicas: educar com e educar na cultura da mídia. |
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Os nossos alunos passam um tempo
enorme ouvindo rádio, escutando músicas, vendo televisão, jornais, filmes, e a
necessidade de uma formação para o meio aos quais estão expostos se torna
imperante, principalmente porque, se analisarmos cuidadosamente, há que se notar
que os efeitos socializadores destes meios de comunicação produzem seus maiores
efeitos nas camadas sociais e culturais mais frágeis. Para a adequada formação
dos nossos alunos é preciso considerar duas dimensões: educar na e com a
linguagem audiovisual postas por essa cultura da mídia. |
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Educar na significa
transformar o meio em matéria ou objeto de estudo, educar na linguagem
audiovisual, ensinar os mecanismos técnicos e econômicos de funcionamento do
meio, oferecer orientação e recursos para a análise crítica dos programas.
Educar com significa incorporar estas linguagens à sala de aula sem culpa
e em todas as áreas e níveis de ensino, não para aumentar ainda mais o seu
consumo, mas para otimizar o processo de ensino-aprendizagem, para tanto,
precisamos aprender e nos informar sobre os mecanismos internos e externos de
como estas linguagens funcionam. (Porfírio, et.al., 2001)
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Em outras palavras, isto quer
dizer que é para aproveitarmos melhor a flexibilidade do currículo e transformar
os materiais que os meios de comunicação oferecem (e seduzem) aos nossos alunos
diariamente, aproveitando-os de forma didática e integrando-os às nossas
respectivas áreas de ensino. Este uso não implica somente em induzir a critica
do professor para o aluno reproduzir. Por exemplo, o educador que logo após
assistir a algumas imagens pergunta aos alunos: “o que o autor queria dizer?, ou
então: “qual é a mensagem do programa?” não estará fazendo uso de um método
compreensivo, mas sim praticando uma redução intelectual. Está ficando limitado
às dimensões de caráter lógico, racional, reflexivo, e deixando de lado as
dimensões sensitivas e emocionais, que são as primeiras a serem mobilizadas pela
comunicação audiovisual. Numa utilização adequada do audiovisual, o racional e o
reflexivo deveriam ser o ponto de chegada e não o ponto de partida. O ideal é
chegar à reflexão por meio da emoção. O prazer não é suprimido ou simplesmente
tolerado, pelo contrário, ele é integrado ao processo, canalizado. A reflexão
não é feita diretamente sobre as imagens e sim sobre as imagens mediadas pela
experiência.
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Há um grande contingente de
pessoas expostas aos mecanismos postos pelas linguagens audiovisuais, o que
também inclui os educadores, todos vivenciando uma inteligência de mundo mediada
pela linguagem oral-escrita e virtual, mas principalmente por uma
inteligibilidade a partir das imagens e sons produzidos que atinge
instantaneamente milhões de pessoas. É, portanto, relativamente estranho que
programas e teorias de alfabetização não lidem com a idéia de uma “alfabetização
de imagens” (Cf. Almeida, 2001), ou melhor, por essa forma de entender e agir no
mundo. |
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A idéia de uma alfabetização de
imagens significa exatamente um tipo de exercício possível e necessário na
escola, mas que precisa ser mais aprofundado, isto é, a escola precisa encontrar
espaço e tempo para entender os meios, a linguagem e a técnica da televisão, ou
seja, para desvelar os seus mecanismos internos, contribuindo assim para sua
desmistificação e para a adoção de uma postura crítica, e não meramente
contemplativa.
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Justificativa: A escola está no
mundo... |
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Essa pedagogia ou alfabetização
das imagens permitirá, se bem realizada, o início de um processo de mudança das
consciências, mediante a incorporação, pelos alunos e professores, de
importantes instrumentos de compreensão de uma das mais disseminadas formas de
produção cultural na sociedade contemporânea. Decifrar as imagens e outros
signos da indústria cultural permitirá caminhar no sentido da construção de
procedimentos mais amplos de crítica dos mecanismos de dominação cultural e
ideológica prevalecentes nessa sociedade e, no limite, contribuir para a
formação de indivíduos que não se submetam tão simplesmente a esses mecanismos
que possam construir outros referenciais de identidade, individuais ou
coletivas. |
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A escola não pode voltar as
costas à compreensão da indústria cultural, pois nesta são produzidos os
conteúdos que informam, constituem e formam as disposições mentais, os
procedimentos cognitivos e as principais referências que ordenam o universo
cultural dos estudantes – e, também, de grande parte dos professores. Nesse
processo, deve ir além do deciframento dos produtos dos média, instaurando um
diálogo entre os resultados obtidos nessas leituras e os conteúdos classicamente
atribuídos ao currículo. A escola está no mundo e não pode ignorá-lo. |
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Partindo-se do princípio de que
a Educação de Jovens e Adultos do primeiro segmento visa, fundamentalmente,
garantir o uso efetivo da língua e dos conhecimentos matemáticos, promover
autonomias, melhorando a qualidade de sua inserção social ao reconhecer a
diversidade cultural existente e valorizá-las, é que se propõe o presente
projeto. Projeto este que permite, de um outro ângulo da organização curricular,
oferecer instrumentos básicos da cultura letrada para auxiliar na compreensão e
na atuação do mundo em que vivem. Como um dos objetivos gerais da área de Língua
Portuguesa é desenvolver nos educandos a capacidade de valorização da língua
como veículo de comunicação e expressão das pessoas e dos povos, expressando-se
oralmente com eficácia em diferentes situações e interessando-se por ampliar
seus recursos expressivos e com enriquecimento de vocabulário, busca-se
apresentá-lo como uma das dimensões a serem oferecidas e/ ou inseridas nos
currículos deste segmento e, portanto, de caráter meramente sugestivo. |
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Objetivos: Buscar um novo
olhar ao se trabalhar com imagens...este é o principal objetivo. |
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Ao se privilegiar a utilização
de filmes em sala de aula, não se pretende exibir um filme com o pretexto de
ilustrar determinados conteúdos pedagógicos. Não, a proposta aqui vai muita além
de uma utilização minimalista. Também a idéia central aqui, não é oferecer um
receituário para novas práticas pedagógicas. O currículo escolar, já de algum
tempo para cá, tem apresentado leituras díspares e algumas formas de utilização
dos produtos da indústria cultural. No entanto, a idéia central que orientou o
desenvolvimento das oficinas foi a de que ignorar as pedagogias produzidas fora
da escola pode representar uma postura elitista em relação à cultura. Assim, o
nosso objetivo foi discutir a pertinência de uma “pedagogia das imagens” na
escola, a produção desses objetos culturais e sua relação com a educação,
evitando o uso meramente ilustrativo desse conteúdo ou como um fator lúdico do
trabalho docente. |
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Freqüentemente têm-se observado
usos, os mais diversos, dos materiais produzidos pelo cinema, pela televisão,
pela imprensa, pela música popular ou por outros meios na ou pela escola. De um
lado, esses usos inserem-se numa lógica de modernização do ensino, que busca
torná-lo mais interessante e atraente para os alunos, mediante uma (suposta ou
efetiva) aproximação entre o mundo da escola e do ensino e o universo cultural
dos alunos. De outro lado, se aposta na maior eficiência das técnicas culturais
da indústria, em particular dos meios eletrônicos, na transmissão dos conteúdos
escolares, deslocando os professores do seu papel tradicional. |
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Os usos dos recursos e produtos
da indústria cultural no meio escolar, no entanto, podem ser criticados na
medida em que têm sido efetivados, usualmente, mediante a incorporação a-crítica,
não refletida, das tecnologias e mesmo dos conteúdos produzidos por aqueles
meios. Nesse sentido, é preciso encontrar alguns suportes ou algumas balizas
teóricas que permitam orientar aqueles professores que insistem em considerar o
potencial pedagógico dos produtos da indústria cultural e que, ao mesmo tempo,
pretendem manter, diante deles e diante da sociedade contemporânea, uma postura
crítica.
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Roger Simon (1998, p. 74-5),
mostra como a própria “textura da vida cotidiana” é marcada pela indústria
cultural, mas não de maneira unívoca, já que cada indivíduo está submetido, no
seu dia-a-dia, a múltiplas influências, que produzem significados também
múltiplos e contraditórios: |
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Embora seja extremamente importante considerar a
forma como as tecnologias são empregadas na organização do social do
poder, é crucial que, como educadores (as), reconheçamos que as
pessoas não vivem suas vidas no interior de campos discursivos
unificados. Isto é, a textura da vida cotidiana torna disponível uma
multiplicidade de localizações no interior das quais formas
específicas de sociabilidade, com diferentes graus de importância
afetiva, são constituídas através de tecnologias culturais diversas.
Assim, no decorrer de um dia, posso tocar minha fita de Otis Redding
cantando Try a little tenderness; escutar um programa
feminista numa estação pública e educativa de rádio; ensinar numa
turma na qual discutimos como diferentes formas de masculinidade são
produzidas tanto nas escolas quanto nos esportes; discutir a relação
entre Abrahão, Sara e Hagar em meu grupo de Tora; participar de uma
demonstração de protesto contra a forma de exibição da história
africana num museu local; freqüentar uma clínica de controle de
peso; fazer compras no Shopping Center; folhear um exemplar
da Playboy numa barbearia; jogar futebol e depois tomar
alguma coisa com os “caras”; ir a um cinema local ver Clint Eastwood
apresentar sua versão do “homem sensível” em Hearthbreak Ridge; escutar uma gravação do ato2 da Traviata com minha
mulher; ver o episódio do Bil Cosby Show que gravei no meu vídeo
cassete; e finalmente, começar a adormecer às 2 horasll da manhã
vendo Arnold Schwarzenegger em O Exterminador, na fita que
meu filho alugou na vídeo-locadora.
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Do ponto de vista
dos educadores, portanto, interessa compreender os mecanismos de produção desses
múltiplos significados e aproveitá-los na construção de uma pedagogia que
ofereça aos alunos os instrumentos de percepção dessa multiplicidade, de crítica
das identidades e papéis sociais produzidos ou induzidos pela “cultura da mídia”
e, portanto, de possibilidades de construção de outras identidades e de outros
papéis. Para tanto, a escola e o ensino devem deter-se sobre os conteúdos
culturais postos à disposição do grande público, sob pena de voltarem as costas
para grande parte do universo de referencias e de identidades individuais e
coletivas que são partilhadas pelos alunos reais.
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Estratégias: |
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Uma das
estratégias a serem adotadas é ir um pouco além do sentimento habitual de
rejeição destes produtos – supostamente representantes de um “empobrecimento” da
cultura – para tomá-los como objetos significativos da sociedade contemporânea,
cujo desvendamento permite melhor compreender essa sociedade e alguns de seus
mecanismos de instituição e manutenção de clivagens sociais e de poderes. Para
que se concretize, é necessário que façamos algumas atividades de observação e
análise de alguns materiais dessa indústria cultural, oferecendo materiais
diversos e insistindo na necessidade da construção de um outro tipo de olhar, de
outra disposição corporal e de ânimo e de uma nova disposição em relação ao
ritmo com que as imagens e idéias são projetadas, justapostas e expostas aos
espectadores. |
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A escolha dos filmes para
desenvolver os Conteúdos. |
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Iniciar o projeto com a Projeção
de Koiaanisqatsy – cujo objetivo é a quebra de ritmo e de disposição de corpos e
de almas. Depois, passar vídeo Funarte “A velha”, 1968 e reelaborar, de memória,
a cadeia alimentar proposta. |
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Os filmes escolhidos podem ser
curtas-metragens brasileiros (organizados no texto por ordem alfabética) por
duas ordens de fatores: primeiro, porque devido à especificidade deste segmento
da E.J.A (leitura e escrita), seriam pertinentes porque foram produzidos na
língua nativa e, segundo, pela questão do tempo de duração. Ainda que se possa
afirmar que possuam um certo grau de complexidade, se bem trabalhados, antes,
durante e depois da sua exibição, tornam-se excelentes instrumentos de
alfabetização das imagens, leitura e produção da linguagem escrita. Iniciar
apresentação, mostrando a quebra de ritmos com o filme Koianyqatsy, para mostrar
a quebra de ritmos e disposição corporal provocados pela mídia.
| 1. Afinação da Interioridade
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14. Letargia
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| 2. Bagata
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15. Novamente João e Maria
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| 3. Batimam e Robim
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16. Pessoa é Para o Que Nasce,
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| 4. Belmonte
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17. Quando Jorge foi à Guerra
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| 5. Cenas da Vida Real
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18. Que Sejam Felizes Para Sempre
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| 6. Corretor de Almas, O
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19. Resumo
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| 7. Cueca Cor de Rosa, O
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20. Retratos e Borboletas
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| 8. Curtíssimo
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21. Só as Mães São Felizes
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| 9. Deus Também é Neo-Liberal
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22. Sonho
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| 10. Di Cavalcanti Di Glauber
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23. Sorria?
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| 11. Eh Pagu, Eh!
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24. Strip Tease
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| 12. Era Uma Vez Em Poa
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25. A Truta
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| 13. Hereditário
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26. Uma Breve História do Rock
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Além dos curtas, pode-se pensar
em projeções de filmes que fizeram sucesso de crítica e público nos cinemas
nacionais, tal como "Benjamim" (109 min.), romance dirigido por Monique
Gardenberg e baseado no romance homônimo de Chico Buarque, ou mesmo o polêmico
documentário de Michael Moore "Fahrenheit 11 de setembro". Essa idéia pode ser,
inclusive, integrante de um projeto cultural maior o “MST - Movimento Sem
Telas” a ser inicialmente implementado na sala de aula e depois, estendido
às comunidades. O ideal, para estas projeções, seria que a escola contasse com
uma estrutura de telas de 150 polegadas com som digital e as opções dos
longas-metragens discutidas e, talvez, cedida pela Europa Filmes, principal distribuidora independente do país, que disponibiliza um acervo de
aproximadamente dois mil filmes. A lista de longas-metragens seria imensa,
pode-se também optar pelos longas brasileiros: |
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1. Lisbela e
o Prisioneiro, de Guel Arraes (O Auto da Compadecida) |
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2. Garrincha, a Estrela Solitária, adaptação do livro homônimo de Ruy |
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3. O Redentor, do diretor Cláudio Torres |
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1. Lisbela e
o Prisioneiro, de Guel Arraes (O Auto da Compadecida) |
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2. Garrincha, a Estrela Solitária, adaptação do livro homônimo de Ruy |
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3. O Redentor, do diretor Cláudio Torres |
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4. Os Normais |
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5. O Dono do Mar, adaptação do livro homônimo do ex-presidente José Sarney. |
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6. Aurélia Schwarzenega, de Carlos Reichenbach |
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7. O Vestido, de Paulo Thiago |
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8. Viva Zapato, de Luiz Carlos Lacerda. |
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9. Gaijin 2, da diretora Tizuka Yamazaki |
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10. Abril Despedaçado |
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11. O Invasor |
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12. Madame Satã. |
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13. Janela da Alma
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14. Deus é Brasileiro
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15. Separações, comédia do diretor Domingos de Oliveira
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16. Durval Discos, grande vencedor do Festival de Gramado, da diretora Anna
Muylaer
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17. Amarelo Manga, vencedor do Festival de Brasília
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18. Seja o que Deus Quiser!, eleito pelo público o melhor filme de ficção do
Festival do Rio
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19. Cama de Gato, eleito pelo público o melhor filme nacional da Mostra SP
de Cinema |
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20. Dois Perdidos Numa Noite Suja, vencedor dos prêmios de melhor diretor,
atriz e roteiro no Festival de Brasília
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21. Houve uma Vez Dois Verões, de Jorge Furtado |
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22. Cristina Quer Casar, parceria do diretor Luiz Villaça e da atriz Denise
Fraga
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23. O Homem que Copiava, dirigido por Jorge Furtado
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24. O Homem do Ano
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25. Querido Estranho
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26. A Cobra Fumou
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27. Samba Canção
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28. Tempestade Cerebral, comédia dirigida por Hugo Carvana
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29. Desmundo, do diretor Alain Fresnot.
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30. Ilha das
Flores.
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Avaliação |
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Os produtos de comunicação
audiovisual, por privilegiarem o contato estético com o receptor, tem um alto
potencial de estimular todo esse conjunto de competências sensíveis e
cognitivas. O espectador pode ficar numa espécie de transe sensório-cognitivo ao
terminar de ver o mais simples vídeo. Esse estado pode representar a melhor
plataforma de lançamento para a viagem do conhecimento, mas precisamos estar
absolutamente conscientes de que os mapas que guiarão essa viagem são pessoais e
intransferíveis, mas as rotas individuais cruzam-se e tangenciam-se umas com as
outras. |
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Assim, não pode haver em um
trabalho desta natureza uma avaliação mecânica de resultados, apenas pode-se
oferecer a oportunidade de uma troca dinâmica e rica entre os alunos dessas
primeiras impressões, e abre-se, desse modo, a chance de desenvolver uma leitura
coletiva múltipla do vídeo que apresentamos à classe. Esse debate sobre as
imagens é, em si, um enorme exercício de inteligência intrapessoal (o que cada
um conseguiu ver no vídeo), expressão lingüística (como cada um consegue
explicar isto aos outros), interpessoal (como ouve, compreende e respeita a
opinião dos outros), portanto, a avaliação será sempre uma síntese das
discussões, e ainda a reprodução escrita e sintetizada das histórias, e os
alunos serão os próprios redatores das discussões. |
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Referências Bibliográficas |
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ALMEIDA, Milton
José. Imagens e Sons: a nova cultura oral. São Paulo: Cortez, 2001. |
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COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. 7. ed. São Paulo: Brasiliense,
1985. |
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ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo: Perspectiva, 1993. |
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FERRÉS., Joan. Televisão e Educação. Porto Alegre: Artes Médicas,, 1996. |
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KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. estudos culturais: identidade e política
entre o moderno e o pós-moderno. Tradução Ivone Castilho Benedetti. Bauru, SP:
EDUSC, 2001. |
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MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Tradução Pedro Maia Soares. São
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ORLANDI, Eni Pulcinelli. Linguagem da TV anula memória histórica. Correio
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PORFÍRIO, Luciana. C. et al. Temas Transversais e Indústria Cultural: As
Oficinas Culturais do I Since e as possibilidades de trabalho na escola. São
Paulo: JM: Editora, 2001. |
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PORFÍRIO, Luciana C. A escola pelas lentes da Cultura da mídia: um estudo das
narrativas sobre o ensino na Escolinha do Professore Raimundo. (Dissertação)
2004. |
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SIMON, Roger I. A Pedagogia como uma tecnologia cultural. In: SILVA, Tomaz Tadeu
da (org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em
educação |
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Monitores Responsáveis: |
Letícia Minto Lourenço |
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Luciana Cristina Porfírio |
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Maria Isaura Toledo |
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Tânia Aparecida
Teixeira P. da Silva |
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Julho/2005 |
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